terça-feira, 14 de setembro de 2010

A FAVELA DO METRÔ LUTA CONTRA A REMOÇÃO

Por Alexandre Magalhâes, da Rede Contra Violência

Noite de 31 de agosto. Uma noite de terça-feira. Diversos moradores da comunidade do Metrô se preparam para uma assembléia. Caso não fosse pelos motivos adversos que fizeram estas pessoas se encontrarem, seria uma reunião como qualquer outra. Mas desta vez havia algo diferente no ar. Não era apenas pela quantidade de pessoas presentes, que ultrapassaria facilmente 500 participantes, nem pelo número de pessoas e representantes de outras comunidades e movimentos sociais vindas de fora. O motivo de toda aquela organização e de toda aquela mobilização era a ameaça de remoção da Favela do Metrô, que se localiza próximo à Uerj, o estádio do Maracanã e a comunidade da Mangueira. Há algum tempo, na cidade do Rio de Janeiro, vem se formatando, novamente, uma política de remoção de favelas, prática que se achava enterrada junto com Carlos Lacerda.

Especialmente no atual governo municipal, a palavra remoção está sendo mobilizada, buscando-se relegitimá-la e reincorporá-la às práticas institucionais. O que se achava terminado, retorna como um fantasma. Um fantasma que aterroriza e amedronta milhares de pessoas. Diversos exemplos desta política se sucedem atualmente no Rio de Janeiro e não param de surgir, por diversos motivos, seja pela alegação de área de risco, seja pelas grandes obras previstas para os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, supostamente respeitando o "interesse público". A Favela do Metrô é mais um desses casos, apesar de não recente. Como as obras para a Copa do Mundo se encontram atrasadas, e muitas críticas internacionais foram feitas em relação a isto, a prefeitura foi obrigada a responder. Em uma destas respostas, no ínicio deste ano, foi apresentado o projeto de revitalização do Complexo do Maracanã, bem como a urbanização do Morro da Mangueira, com uma mega intervenção que envolveria até teleféricos. Mas, quase em uma nota de rodapé, reafirmou-se (pois desde o ano passado a secretaria de habitação havia comunicado que o faria) a necessidade de remoção da Favela do Metrô.

Passou-se um tempo, e meses depois surgiram diversos funcionários da prefeitura na localidade, que avisariam aos moradores que eles seriam obrigados a sair, justificando que moravam em uma área de risco, já que a comunidade se localiza ao lado da linha do trem. Entretanto, de acordo com os próprios moradores e informações que circularam nos grandes meios de comunicação, há o interesse na área por conta da Copa do Mundo (já que se fica muito perto do estádio do Maracanã). A prefeitura planeja uma grande intervenção urbanística na região, para prepará-la para a Copa do Mundo de 2014.

Uma dessas intervenções será a remoção completa da Favela do Metrô para ali ser construído um estacionamento. Segundo informações, esta ação é uma das exigências do acordo feito com a Fifa (através de um caderno de encargos), que obriga os poderes públicos das cidades-sede a realizarem uma série de obras. Desde o anúncio do despejo, a rotina local foi quebrada e um verdadeiro estado de terrorismo se instalou. A partir disso, diversos moradores recorreram ao Conselho Popular, movimento social que vem organizando as comunidades ameaçadas de remoção no Rio de Janeiro. Decidiu-se, em uma reunião, que seria realizado uma assembléia na comunidade do Metrô para discutir a situação, apresentar experiências similares de outras comunidades e também apontar para a construção de uma luta conjunta contra as remoções postas em prática pelo poder público.

O encontro se realizou numa grande área que existe no interior da comunidade. Diquinho, do Conselho Popular, inicia a assembléia. Em seguida, diversos representantes de outras comunidades, bem como da própria Favela do Metrô, fizeram relatos acerca daquela situação e também do que vem ocorrendo no Rio de Janeiro. Eraldo, presidente da associação de moradores da comunidade Vila das Torres, em Madureira, aponta que há funcionários da prefeitura que têm feito um trabalho diário de convencimento, às vezes se utilizando de recursos humilhantes. Eraldo ressalta que quando descobriu o Núcleo de Terras da Defensoria e o Conselho Popular descobriria que não era necessário sair, pelo contrário, que tinha direitos. Alerta os moradores de que se ninguém assinar os documentos propostos pela prefeitura, esta não pode tirar ninguém.

Severino, da Pastoral de Favelas, afirma que se quer fazer no Rio de Janeiro uma limpeza social. Aponta que foram os moradores que construíram suas moradias e que estas, bem como o local em que estão, constituíram-se em um direito garantido. Sugere aos moradores presentes, assim como Eraldo, que se avise aos representantes da prefeitura, que talvez possam ir à comunidade, que não vão aceitar documento algum, principalmente se este se refirir ao seu despejo e que vai encaminhar as ameaças para a defensoria pública.

Rosivaldo, um morador local, aponta que não quer ir para o local que a prefeitura está indicando (no caso, um conjunto habitacional no bairro de Cosmos, na Zona Oeste). Assim como Severino, argumenta que a atual administração da cidade quer fazer uma limpeza social e levar as pessoas para longe. Afirma que as pessoas estão aterrorizadas. Além disso, aponta que muitos achavam, mesmo considerando a possibilidade de sair, que ganhariam a "casa pela casa", isto é, sem ter qualquer novo custo, mas que posteriormente descobriu-se que as pessoas que fossem para esses apartamentos teriam que pagar mensalidades durante 10 anos. Rosivaldo questiona ainda o fato de o prefeito forçá-los a comprar uma casa, sem possibilidade de escolha. Ressalta que é preciso lutar, pois "o direito é de todos nós" e que a prefeitura não está agindo de com acordo com as leis.

Já Ratinho, outro morador e comerciante local, aponta que mora há muito tempo na comunidade e que desde que foi para lá construiu um pequeno negócio, chegando a empregar neste período em torno de 23 pessoas, com carteira assinada. Relata uma série de arbitrariedades cometidas pelo poder público, principalmente de ameaças de cortes de serviços públicos. Acredita que isso ocorre para pressionar os moradores a sair.

Foi ressaltado que a lei orgânica do Rio de Janeiro informa que não é mais possível haver remoção na cidade e que, quando esta for inevitável, deverá ser feito um reassentamento das famílias próximo ao local atual de moradia delas. Nestor, morador do Morro dos Prazeres, falando sobre esta lei e sobre a luta atual, afirma que "nossos avós não perderam para Sandra Cavalcanti e Negrão de Lima, então não vamos perder para o Paes".

Apontou-se também a necessidade de se fazer ações que interrompam as práticas ilegais da prefeitura. Sugeriu-se, por exemplo, que as marcações das casas feitas pela prefeitura fossem apagadas, para dificultar a sua ação: "morador que quer ficar tem que apagar a marca nazista", afirmou Marcelo, morador da comunidade Ladeira dos Tabajaras, em Botafogo. Marcelo ainda afirmaria que, após essa atitude "os moradores precisam se juntar à luta. A união, a resistência e a luta é a grande arma do povo".

Abordou-se a questão dos "laudos de interdição genéricos", impostos aos moradores. O engenheiro Maurício Campos apontou que são todos iguais, assim como foi feito em outras comunidades. Os representantes da prefeitura não fizeram o auto de interdição indo de casa em casa, mas o distribuíam indiscriminadamente, sempre constrangendo as pessoas a assinarem. Afirma que esta prática pode ser lida de duas formas: "A má noticia é que isso dá direito a prefeitura a desocupar e inclusive demolir o imovel. A boa notícia é que esse auto de interdição da maneira que foi lavrada é ilegal". Diante da segunda afirmativa, ressalta: "Então, se chegar alguém da prefeitura argumentando que está com o laudo de interdição na mão assinado pelo morador e que este tem que sair, não é para permitir. As pessoas têm que se unir e falar o seguinte: 'é ilegal. Isso é ilegal e nós vamos correr atrás para mostrar a ilegalidade`".

O engenheiro ainda ressaltou o fato de que, caso os técnicos da prefeitura pressionem os moradores da comunidade, que estes devem mobilizar-se e convocar a Defensoria Pública e o Conselho Popular, citando como exemplo o que ocorreu em 2007 na comunidade Canal do Anil: "E se começarem a forçar, tem que acionar a defensoria, a gente vem aqui, o Conselho Popular também. Foi dessa maneira que lá no Canal do Anil, em 2007, se impediu a demolição da comunidade. Quando começou a se chegar lá a demolição foi todo mundo mobilizado, foram para frente da casa, chamaram impresa".

Foi discutido com os moradores ainda o seu direito à moradia, que envolveria além de sua própria casa, todo um conjunto de outros serviços públicos: "O direito a moradia adequada abrange não só a casa, mas vocês têm direito a uma moradia, mas também a infraestrutura, com todos os serviços básicos. Vocês tem direito a uma regularização fundiária. O que quer dizer isso. Não estão aqui invadindo, ocupando irregularmente, não estão aqui como um mato que nasceu e que pode ser tirado", afirma a defensora pública Adriana Britto.

A defensora pública falou sobre a ilegalidade da ação da prefeitura, que atuaria sobretudo sobre o desconhecimento das pessoas sobre seus direitos: "A gente veio dizer que toda essa atitude da prefeitura é ilegal. Contraria várias leis, a constituição federal, tratados internacionais, leis estaduais. Então, vocês tem todo um respaldo jurídico que adequa a situação de vocês. Porém, a prefeitura parte do pressuposto de que vocês não sabem de nada disso, então vai ser mais fácil passar por cima de vocês para conseguir alguma coisa, quer seja uma obra para desocupar por um motivo ou outro".

Ela ainda ressaltou a necessidade de inverter a ordem dos argumentos postos em jogo através da pressão da prefeitura: "eles vão inventar todo tipo de argumento. A indição é a seguinte: a primeira coisa é que vocês não têm que se submeter a este projeto passivamente. Não pode começar a negociação a partir do 'para onde eu vou`. Tem que dizer ´porque eu vou sair`. Tem que discutir 'eu não quero sair, estamos aqui há tantos anos, não podemos ser removidos como uma coisa`".

Após a assembleia, funcionários da prefeitura voltaram ao local naquela semana. Contudo, os moradores não permitiram a entrada deles. Por conta disto, o subprefeito da região esteve na comunidade, sem identificação, uniforme e num carro particular, ameaçar os moradores, avisando que enviaria uma equipe do "Choque de Ordem" para retirá-los e começar as demolições das casas marcadas. Os moradores se organizaram e convocaram outras comunidades, o Conselho Popular, a Pastoral de Favelas e a Defensoria Pública para irem no dia definido pela subprefeitura para realizar o despejo. Percebeu-se, como já vem ocorrendo há algum tempo em outras comunidades, que estes anúncios de que equipes da prefeitura irão ao local para realizar demolições de casas, em muitas situações, são meramente ameças para criar um estado de tensão generalizada entre os moradores e assim facilitar o processo de despejo. Mas desta vez a prefeitura encontrou os moradores mobilizados e não apareceu.

* Retirado do site da Rede Contra Violência.

27 comentários:

Anônimo disse...

Tem mais é q demolir mesmo, esse povo é engraçado d+, invade um terreno que não lhes pertence, constroi lá uma favela, não paga agua, luz, IPTU, ou seja, absolutamente nada, e ainda acha que tem o direitos?? é um verdadeiro absurdo, vão ganhar apartamento do goverdo DE GRAÇA e ainda reclamam??

Caroline disse...

Engraçado! Comentar como Anônimo é fácil, porque não dar nome? Não há nada de graça, o direito a moradia é algo contitucional, se vc tem uma casa parabéns. Ninguém obteve nada de graça, cada um contruiu o seu lugar com seu esforço e dinheiro e durante anos NINGUÉM foi lá reivindicar o espaço, logo eles tem DIREITO de ficar naquele local

Marcelo (excluido do metrô) disse...

quem mora neste local é porque precisa, e todos compraram suas casas. A comunidade existe a 40 anos e a prefeitura nunca encrencou, pelo contrário ganhou muito com impostos do comércio, agora por causa da Copa do Mundo ela quer prejudicar os moradores,em troca de futuros contratos com grandes empresas que querem construir seus comércios proximos ao Maracanã. Eles alegam que a área é de risco, só para os pobres, mais para os ricos esta área é muito valiosa.

rosa disse...

as pessoas que criticam é porque não precisão, a pessoa que vez critica a cima não sabe de nada, coloque a cara pra bater que nem nos moradores

wall disse...

pra vc anônimo!e facil criticar,mas pagamos contas de telefone cnt de luz, tdo isso tem imposto.E existe a lei 429 lei municipal q diz REASSENTAMENTO.E temos direito igual a vc.E pessoas q nem vc já vim pagando mto caro, como vc ou familia nas drogas, prq são os filhos dos bacanas q sustentam as bocas de fumo.

Raiza {visitante} disse...

o direito de moradia com dignidade e de todos,REASSENTAMENTO sim REMOÇAO nao.Existe lei 429 tem q se cumprir.EU sou a favor de melhorar a comunidade pós esse povo e sofrido e merece respeito.Estou com vcs se precisar irei ajuda_los.Cosmos naõ.REASSENTAMENTO sim.

claudio disse...

Viva ao anônimo!!! toda crítica prestigia a democracia, vejam o resultado: A indignação relativa à opinião elitista dele, gerou o apoio de várias pessoas neste espaço.

O elitista anônimo demonstra que não leu sequer o texto aqui postado, pois, existe o relato de um comerciante que além de pagar água, luz e iptu, ainda gera 23 empregos diretos.

Acho que devem cumprir a lei, falando nisso:

A defensoria que se manifestou já cumpriu sua missão constitucional e ingressou com a defesa desta oprimida comunidade?

Felipe disse...

Concordo em partes com anonimo!
Quem comprou terreno, paga luz e iptu...tem direito de ficar. Agora quem nao paga, o que eu acredito que seja 98% dos moradores... tem que demolir mesmo. Moro na mangueira com meus pais e temos documentaçao do imovel,pagamos luz,telefone e iptu e sempre ficamos sem luz por causa dos gatos dos vizinhos. Enquanto eu que pago luz durmo em um simples vestilador, meus vizinhos que nao pagam dormem com ar condicionado... é justo?? Não... a vida não é justa!
Sou a fovor da demoliçao de quem ocupou o terreno ilegalmente. A FAVOR!

CLAUDIA disse...

CLAUDIA DO METRÕ.EU MORO NO METRO A 35 ANOS.PAGO LUZ,TELEFONE SO N PAGP IPTU PRQ A PROPIA PREFEITURA N QUIZ NÓ´S DAR.N TEMOS CULPA SE O VISINHO FICA SEM ENERGIA, NA MINHA CASA N FALTA.E TEMOS DIREITO SIM COMO QUALQUER UM ,A LEI 429 Q NÓS COBRE Q DIZ ISSO.SOU CONTRA A REMOÇAÕ,PRQ DEIXARAM A COMUNIDADE CRESCER?E OS ALVARAS Q O PREFEITO DEU, SAÕ FALSOS E VCS N VE ISSO? SERA Q SÓ NÓS ERAMOS?O PREFEITO E MENTIROSO VAI ATE AS EMISSORAS PROMETENDO VARIAS COISSAS E N CUMPRE.NAÕ A REMOÇAÕ DO METRÕ.

HEITOR disse...

HEITOR DO METRô.EU FUI NA PRIMEIRA ASSEMBLEIA E VI Q TEMOS DIREITO SIM.A DEFENSORIA PUBLICA, NÓS ORIENTOU NO Q DEVEMOS FAZER,VAMOS P AS RUAS MANISVESTAR O NOSSO CLAMOR TÓ´NEM AIR P QUEM N GOSTAR,TEMOS DIREITO E ESSE DIREITO NIMGUEM TOMA, NEM MESMO A PREFEITURA, ELA QUE SE CUIDE, PRQ NOS COLOCAMOS O PREFEITO NA PREFEITURA, E PODEMOS SE JUNTAR P TIRAR ELE DE LÁ,COMO FIZEMOS COM O COLO DE MELO.

Anônimo disse...

Se vcs gostam de viver como bicho, problema de vcs. Eu prefiro morar num lugar onde haja saneamento básico moradia decente e tudo o mais que um cidadão tem direito. Aquilo ali pra mim é uma vergonha. Eu digo uma coisa a vcs: se a prefeitura não remover aquela favela dali, daqui a pouco o Maracanão vai estar rodeado pro barracos. Antigamente eu era obrigado a passar por ali pela manhã, bem cedo....NOSSA, QUE IMAGEM DEPRIMENTE. CATADORES DE LIXO PRA TODOS OS LADOS. UMA COISA MUIT HORRÍVEL. Eu não sei se algum de vcs já teve oportunidade de viajar par o exterior, mas, sinceramente, FAVELA NÃO É PARA A GENTE SENTIR ORGULHO, MAS, SIM, VERGONHA. NÃO VERGONHA DAS PESSOAS, COITADAS, QUE MUITAS DAS VEZES NÃO TÊM OPÇÃO, MAS DS AUTORIDADES QUE AS MATÊM ALI PARA PODEREM TIRAR PROVEITO POLÍTICO DISSO. Vcs deveriam lutar por melhores condições de vida e não em continuar a viver à margem da sociedade

Anônimo disse...

Se vcs gostam de viver como bichos,problema de vcs. Eu prefiro morar num lugar onde haja saneamento básico, moradia decente e tudo o mais que um cidadão tem direito. Aquilo ali,pra mim, é uma vergonha.
Eu digo uma coisa a vcs: se a prefeitura não remover aquela favela dali, daqui a pouco o Maracanã vai estar rodeado por barracos. Antigamente, eu era obrigado a passar por ali, pela manhã bem cedo....NOSSA, QUE IMAGEM DEPRIMENTE. CATADORES DE LIXO PRA TODOS OS LADOS. UMA COISA MUITO HORRÍVEL. Quem já teve oportunidade de viajar ao exterior, sabe que muitos tem como imagem de que aqui no Rio todo mundo vive em favelas.Se vcs sentem orgulho disso, sinto muito! FAVELA NÃO É PARA A GENTE SENTIR ORGULHO, MAS, SIM, VERGONHA. NÃO VERGONHA DAS PESSOAS, COITADAS, QUE MUITAS DAS VEZES NÃO TÊM OPÇÃO, MAS DAS AUTORIDADES QUE AS MATÊM ALI PARA PODEREM TIRAR PROVEITO POLÍTICO DISSO. Vcs deveriam lutar por melhores condições de vida e não em continuar a viver à margem da sociedade

fabiana disse...

vc ANÔNIMO Q E UM LIXO.vc e taõ covarde da o seu nome,vergonha e de uma pessoa como vc diz q e brasileiro e apoia pessoas de fora do pais.E as pessoas q vc viu nas ruas em todo o rio vc vai ve, ate mesmo em copacabana,Pessoas como vc deve ser mais um viciado, q mora em apartamento e vai p o moro comprar drogas.saõ os filhos dos bacanas q saõ donos das bocas de fumo.vc deve gostar tanto de favela q sempre est deixando seu comentario, parabens veja o resultado da nossa luta.

Luiz Carlos Zanotti disse...

Olha só, Fabiana, eu naõ sei porque cargas d'água meu nome não saiu no comentário acima. Acho que eu devo ter feito alguma coisa errada na hora de postar.De qualquer forma, minha querida, estou corrigindo isso agora. Faço questão de dizer meu nome, mesmo porque, vivemos numa democracia e eu tenho o mais absoluto direito de expressar minha opinião. Não há motivos par eu me esconder no anonimato. Ou vc acha que eu devo temer alguma coisa só porque digo e REPITO MIL VEZES que acho FAVELA uma VERGONHA NACIONAL.
Não perca o seu tempo comigo, meu bem, eu apenas tenho coragem de dizer o que todo mundo pensa. Não acredito que vc ache mesmo que alguém ache favela uma coisa boa, bonita? ACORRRRDA! Todo mundo fala de vcs por trás. São uns bandos de hipócritas. Agora, se vc quer continuar a se iludir, problema seu. Mas eu tenho direito de não querer mais ouvir as pessoas lá de fora se referirem a MINHA cidade como sendo um local só de favelas.
Feliz Ano Novo para vc. E que em 2011 as autoridadesdeixem de demagógicas e resolvam esse problema social.

Luiz Carlos Zanotti disse...

Olha só, Fabiana, eu naõ sei porque cargas d'água meu nome não saiu no comentário acima. Acho que eu devo ter feito alguma coisa errada na hora de postar.De qualquer forma, minha querida, estou corrigindo isso agora. Faço questão de dizer meu nome, mesmo porque, vivemos numa democracia e eu tenho o mais absoluto direito de expressar minha opinião. Não há motivos par eu me esconder no anonimato. Ou vc acha que eu devo temer alguma coisa só porque digo e REPITO MIL VEZES que acho FAVELA uma VERGONHA NACIONAL.
Não perca o seu tempo comigo, meu bem, eu apenas tenho coragem de dizer o que todo mundo pensa. Não acredito que vc ache mesmo que alguém ache favela uma coisa boa, bonita? ACORRRRDA! Todo mundo fala de vcs por trás. São uns bandos de hipócritas. Agora, se vc quer continuar a se iludir, problema seu. Mas eu tenho direito de não querer mais ouvir as pessoas lá de fora se referirem a MINHA cidade como sendo um local só de favelas.
Feliz Ano Novo para vc. E que em 2011 as autoridadesdeixem de demagógicas e resolvam esse problema social.

Luiz Carlos Zanotti disse...

Olha só, Fabiana, eu naõ sei porque cargas d'água meu nome não saiu no comentário acima. Acho que eu devo ter feito alguma coisa errada na hora de postar.De qualquer forma, minha querida, estou corrigindo isso agora. Faço questão de dizer meu nome, mesmo porque, vivemos numa democracia e eu tenho o mais absoluto direito de expressar minha opinião. Não há motivos par eu me esconder no anonimato. Ou vc acha que eu devo temer alguma coisa só porque digo e REPITO MIL VEZES que acho FAVELA uma VERGONHA NACIONAL.
Não perca o seu tempo comigo, meu bem, eu apenas tenho coragem de dizer o que todo mundo pensa. Não acredito que vc ache mesmo que alguém ache favela uma coisa boa, bonita? ACORRRRDA! Todo mundo fala de vcs por trás. São uns bandos de hipócritas. Agora, se vc quer continuar a se iludir, problema seu. Mas eu tenho direito de não querer mais ouvir as pessoas lá de fora se referirem a MINHA cidade como sendo um local só de favelas.
Feliz Ano Novo para vc. E que em 2011 as autoridadesdeixem de demagógicas e resolvam esse problema social.

Luiz Carlos Zanotti disse...

Olha só, Fabiana, eu naõ sei porque cargas d'água meu nome não saiu no comentário acima. Acho que eu devo ter feito alguma coisa errada na hora de postar.De qualquer forma, minha querida, estou corrigindo isso agora. Faço questão de dizer meu nome, mesmo porque, vivemos numa democracia e eu tenho o mais absoluto direito de expressar minha opinião. Não há motivos par eu me esconder no anonimato. Ou vc acha que eu devo temer alguma coisa só porque digo e REPITO MIL VEZES que acho FAVELA uma VERGONHA NACIONAL.
Não perca o seu tempo comigo, meu bem, eu apenas tenho coragem de dizer o que todo mundo pensa. Não acredito que vc ache mesmo que alguém ache favela uma coisa boa, bonita? ACORRRRDA! Todo mundo fala de vcs por trás. São uns bandos de hipócritas. Agora, se vc quer continuar a se iludir, problema seu. Mas eu tenho direito de não querer mais ouvir as pessoas lá de fora se referirem a MINHA cidade como sendo um local só de favelas.
Feliz Ano Novo para vc. E que em 2011 as autoridadesdeixem de demagógicas e resolvam esse problema social.

Luiz Carlos Zanotti disse...

Pois é, eu não vou perder o meu tempo aqui,tentando conversar com alguém que sequer consegue entender um texto quando lê. Se vc conseguisse assimilar o que eu disse no meu comentário que saiu como anônimo, teria entendido que no subtexto eu estou do lado de vcs e estou, na v erdade, lutando par que o estado dê a vcs moradores das chamadas "comunidades" aquilo que lhes é de direito e para de usar vcs como objeto de manobras políticas. Infelizmente, vcs não têm consciência disso, até porque lhes é negado acesso a um estudo mais profundo e acaba que vcs ficam muito agradecidos pelas migalhas que eles lhes dão!
Eu só gostaria de pedir a vc que antes de sair atacando alguém, procure antes ler e reler o texto dele até conseguir entender se o que ele diz é contra ou a favor de seus interesses.
Sair atacando os outros com ofensas pessoas, partindo de uma suposição genérica é no mínimo patético, alé de estar caindo num crime de injúria e difamação.
Vc diz que eu sou um consumidor de drogas e qeu adoro favela. NÃO EU NÃO SOU CONSUMIDOR DE DROGAS.ALIÁS, EU ODEIO QUALQUER TIPO DE VÍCIOS.
Vc sabia que um debate é dado por perdido quando uma das partes parte para as ofensas pessoas?... A partir daí, o mediador constata que e esta pessoa não tem mais argumento; por isso, partiu para o ataque.
E quanto a adora favela,bem, acho que já deixei bem claro aqui a minha visão.
Talvez, Fabiana, o dia que vc tiver oportunidade de conhecer cidades modernas, civilizadas, onde seus habitantes são tratados pelo governo como gente e, por causa disso mesmo, vivem condignamente, vc venha a entender o que eu digo e até me dar apoio.
Até lá, procure ler mais sobre o assunto e não se deixar levar apenas pela paixão.
Fique com DEUS!

Anônimo disse...

Chega de favelas no Rio. Desfavelização já! Favela é feio, sub-humano, retrógrado e degradante. Favela não é bonito. Basta!

fabiana disse...

parabens luiz carlos, até q em fim apareceu seu nome,mas te digo uma coissa ñ precisa ficar com medo prq ñ somos bandido,eu moro na favela e tenho orgulho sim,sou estudante da uerj no terceiro ano, e tenho amigos tbm q apoia esse movimento social.prq ate´os melhores artistas sairam da favela e air o q vc fala?somos humanos como vc,só ñ arrogante, vc fala tanto dos pais de fora prq ñ~mora lá?SERA PRQ?e outra foi vc q nós atacou, eu tenho direito de me defender de pessoas subhumanas comovc.se vc ñ gosta de favela problema seu, deixa nós ñ em paz,ñ depedemos de vc e temos nossos direito q vc ñ respeita.ñ fale o q vc ñ sabe, prq tbm vc ñ e nem um governante, até eles mesmo estaõ com medo dos nossos direito.eu ñ me importo p quem goste de nossa favela ou ñ,se est imcomodado q se retire kkkkkk

Anônimo disse...

Eu concordo com a remoção da comunidade. Sabemos que a área é totalmente imprópria para a construção de casas, fica entre linhas de trêm e vias expressas. O Rio precisa de um mínimo de planejamento urbano, não é possível mais tanto caos urbanistico, gatos de luz, roubo de água, habitações irregulares. O Rio precisa o minímo de organização, pois a caos se instalou na cidade a décadas a parecia que só piorava. Os moderadores merecem sim moradias decentes, mas não ali, merecem casas populares, um lar até mais digno em outro local habitável. Sei que pode parecer insensível, mas não dá pra viver numa cidade tomada pelo caos urbano, e espero que os moradores de comunidade almejem algo melhor, mais digno para eles.

Anônimo disse...

"Há algum tempo, na cidade do Rio de Janeiro, vem se formatando, novamente, uma política de remoção de favelas, prática que se achava enterrada junto com Carlos Lacerda."

Pois é, não é a toa que a cidade ficou totalmente dominada pelas moradias irregulares. .

Nathália disse...

Eu concordo com a remoção e a construção de conjuntos habitacionais para as famílias.Se possível, perto do lugar onde moravam antes. Não é porque um problema foi ignorado durante governos anteriores que o governo atual deva ignora-lo também. E se acontece uma trágédia, como fica?No caso das favelas que ficam em encostas, quando os moradores se recusam a sair e logo depois acontece um acidente, o responsável é o Estado. Se o Estado tem o obrigação de evitar esse tipo de coisa,ele também o direito de retirar as famílias que correm esse tipo de risco. Agora, em qualquer situação, as famílias podem (e devem) exigir o seu direito de moradia. Ms se é área de risco, o único jeito é remover.

Antonio Augusto disse...

Certamente Natalia, o problema é quando o desculpa do "risco" é usada a torto e a direito para remover comunidades inteiras. Na maioria das vezes não há risco algum ou simples obras de contenção e urbanização anulariam os riscos. Afinal, qualquer lugar pode se tornar uma área de risco se o poder publico não realiza obras de urbanização, saneamento básico, contra enchentes...

Recentemente a prefeitura desistiu de remover o morro dos prazeres pq "re-avaliou" o risco, depois que a comunidade se organizou para resistir e mostrar q não o problema lá não era ser uma área de risco, mas sim que o prefeito queria fazer de santa teresa uma "área (só) de rico".

wal disse...

remoçoes como o paes est fazendo?Aki no metrõ ele tirou a metade dos moradores, o restante q ficou est sendo prejudicado com ratos entrando dentro de casa,agua jorando pelas paredes,agua descendo pelo ventilador de teto, isso e certo?E ainda tem gente q fala q tem q fazer remoçoes isso e uma piada,quem est de fora, n enxerga q isso e só enganaçao, os ap novos estao com rachaduras, briquedos q cairam etc.

Casarão Pirapetinga disse...

Vocês estão desavisados... O poder público tem o direito em apanágio, sobretudo, que lhe é soberanemente concedido pela Carta Magna da República, dentre outras coisas, de expropriar, segundo o que deliberar como IP - Interesse Público -, mediante indenização por Ele estabelecida. Não se iludam, pois Juiz julga (segundo as leis), não legisla (i.e., não cria leis)e nem governa ( já que não foi eleito para isso). Lutem por uma indenização justa e não por quimeras, arrumem um advogado descente e não esses 'guevarras' e ingressem com uma ação na Esfera Cível etc. No mais, A Dilma vai baixar uma MP atropelando os ritos ordinários e vocês vão acabar por sair sem nada, no muito com promessas...

Casarão Pirapetinga disse...

REspondendo às perguntas e parvoíces: 1) Ocupação Irregular de 1982. 2) Não se trata dum terreno devoluto e\ou baldio, nem sequer pertecera outrora à esfera privada, portanto, não cabe essa asserção de "ocupação pacífica". Não se ocupa pacificamente uma calçada nem uma praça. 4)Se a lei fosse aplicada draconianamente caberia uma indenização ao Poder Público por uso indevido do solo e encarceramento dos transgressores. 5)Um crime não é menos crime porque foi negligenciado. No mais, eu morava na 08 de Dezembro e sei que nem existe esgotamento adequado ali... Presenciei diversos esforços de remoção. Mas se trata duma ocupação, sobretudo, comercial... A Prefeitura anterior ofereceu reformar o antigo complexo do IBGE e reassentá-la do outro lado... Mas os interesses dominantes são os do ferro-velho, das oficinas e cia. Não há escrituras, portanto, não há compras, vendem-se casas como se vendem pontos de camelô, pontos de táxi em shoppings etc. Ou seja, trata-se duma venda ilegal e imaginária, que fere o Estado de Direito, i.e., uma operação comercial que aventa uma cessão de direitos que, de Iure et de Facto, não existem. Essas vendas são tão legais quanto aquelas dos pontos de bicho. 5) Existe há 29 anos, precisamente. 6) O comércio ou não de substâncias controlodas é um problema de Polícia e não vem ao caso. O problema em questão é o seguinte: A Prefeitura tem o direito de expropriar mediante interesse público? As pessoas tem o direito de resistir quando veem seus interesses pessoais feridos? A Prefeitura teria ou não o direito de se valer das leis para fazer triunfar a lei e a ordem, sobejadas pelo anseio público? Não está em questão se ali se vende ou não maconha... 7) Moradia é um direito irrefutável e apodítico, insista nisso, eis uma boa seara, que a Prefeitura conceda um lar digno da pessoa humana, aliás, muito superior a esses que são deletérios, como título de indenização, decerto, não há quem se oponha a isso... 8) O comércio de substâncias controladas, o contrabando, o jogo do bicho e demais atividades ilegais, com pouca margem de erro, respondem por mais de 10% do PIB municipal e nem por isso são justificadas por gerarem 18% dos empregos diretos da cidade. 9) E então "deixar crescer" quer dizer que você lamenta nada ter sido feito antes, nisso eu também concordo, pois Aristóteles dizia: tudo sempre começa pelo primeiro. 10) O Amigo que citou o 'sic'. "Colo de Melo" está falando bobagens, não entedi o que desejava dizer com o amontoado de informações sobrepostas. O processo de impedimento deve ser movido pela Câmara dos Vereadores. 11) Favela não é vergonha, trata-se duma solução face aos problemas urbanos... Vi favela até na Suiça. O que não pode acontecer é o governo jogar a toalha e se dar de vencido. 12) Fabiana, não sou o anônino... Nasci na Piedade, depois morei na 08 de Dezembro por anos, depois ganhei bolsa de estudo e fui me doutorar na França, depois fui morar em Minas. Conheço tudo aquilo de perto. Minha empregada morava nessa comunidade. Ninguém é lixo por defender seu ponto de vista. Ataque pessoal não é argumento.